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Marcos Rogério: experiência parlamentar e um plano de gestão voltado à eficiência, à segurança e ao desenvolvimento de Rondônia

O governador eleito propõe reorganizar as contas públicas, regionalizar a saúde, ampliar a infraestrutura logística e fortalecer a economia produtiva em um programa estruturado em dez eixos estratégicos para o período de 2027 a 2030.

Marcos Rogério: experiência parlamentar e um plano de gestão voltado à eficiência, à segurança e ao desenvolvimento de Rondônia

1. Biografia: da comunicação ao comando do governo estadual

A trajetória de Marcos Rogério da Silva Brito, governador eleito de Rondônia, é marcada pela passagem pela comunicação social, pela formação jurídica e por uma carreira política construída entre o Legislativo municipal, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Natural de Ji-Paraná, onde nasceu em 7 de julho de 1978, ele desenvolveu sua atuação pública em um estado cuja economia tem forte presença da agropecuária e cuja integração territorial depende de investimentos em infraestrutura, logística e serviços públicos.

Filho de agricultores, Marcos Rogério iniciou sua vida profissional na comunicação. Trabalhou como radialista e repórter de televisão, além de ter ocupado funções de direção e coordenação jornalística. A experiência permitiu-lhe acompanhar de perto as demandas da população e a realidade dos municípios rondonienses, trajetória que posteriormente passou a integrar sua narrativa política.

Sua formação acadêmica inclui graduação em Direito e mestrado em Administração Pública. A combinação entre comunicação, conhecimento jurídico e estudos voltados à gestão pública constitui parte importante de seu perfil profissional, especialmente diante dos desafios de coordenação administrativa, planejamento orçamentário e execução de políticas estaduais.

A entrada na política ocorreu em Ji-Paraná, onde foi eleito vereador em 2008, para exercer o mandato a partir de 2009. Em 2011, assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados após nova totalização dos votos pela Justiça Eleitoral. Foi reeleito deputado federal em 2014, período em que ampliou sua atuação em temas legislativos e institucionais. Entre os episódios de sua passagem pela Câmara está a relatoria, no Conselho de Ética, do processo que resultou na cassação do mandato do então presidente da Casa, Eduardo Cunha.

Em 2018, concorreu ao Senado Federal e foi eleito com 324.939 votos, tornando-se o candidato mais votado para o cargo em Rondônia naquela eleição. Assumiu o mandato em 2019 e passou a atuar em debates nacionais relacionados à legislação, à fiscalização e às políticas públicas. Sua experiência no Congresso também ampliou sua interlocução com órgãos federais e sua participação nas discussões sobre investimentos e recursos destinados aos estados.

Marcos Rogério já havia disputado o governo de Rondônia em 2022, quando chegou ao segundo turno. Na eleição de 2026, voltou à disputa e foi eleito no primeiro turno, com 537.370 votos, correspondentes a 56,86% dos votos válidos, segundo a totalização oficial divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral. O resultado o credenciou para assumir o Executivo estadual no mandato de 2027 a 2030. Seu vice-governador eleito é o delegado Rodrigo Camargo.

A chegada ao governo representa uma mudança de função institucional: de parlamentar responsável por legislar, fiscalizar e negociar recursos, Marcos Rogério passará a responder diretamente pela coordenação da administração estadual, pela execução orçamentária e pela entrega de serviços públicos. O desafio será converter a experiência acumulada no Legislativo em capacidade executiva, com prioridades claras, equipes qualificadas, metas verificáveis e mecanismos de prestação de contas à sociedade.

2. O plano de governo: dez eixos para reorganizar Rondônia

Intitulado Rondônia do Futuro — Crescer, Proteger e Prosperar, o plano de governo da coligação Juntos por Rondônia apresenta as diretrizes para o período de 2027 a 2030. O documento está organizado em dez eixos estratégicos e reúne 228 projetos ou ações, com propostas que abrangem saúde, educação, proteção social, segurança pública, desenvolvimento econômico, infraestrutura, meio ambiente e modernização administrativa.

A proposta parte de um diagnóstico segundo o qual o dinamismo econômico do estado não estaria sendo acompanhado, na mesma proporção, pela qualidade dos serviços públicos e pela capacidade de investimento do governo. A resposta defendida é uma reorganização da máquina administrativa, com controle de despesas, planejamento de longo prazo, ampliação da transparência e acompanhamento de resultados.

A execução desse programa exigirá, além de decisões administrativas, compatibilidade com o orçamento estadual, articulação com os municípios, capacidade técnica para elaborar projetos e negociação com o governo federal e outras fontes de financiamento. O plano estabelece intenções e metas políticas; seu cumprimento dependerá das condições financeiras, institucionais e operacionais de cada iniciativa.

Gestão pública e equilíbrio fiscal: gastar melhor para ampliar os serviços

A reorganização administrativa aparece como uma das bases do programa. O plano assume o compromisso de não criar novos impostos estaduais nem elevar alíquotas, defendendo que a ampliação da capacidade de investimento deve ocorrer por meio da revisão de despesas, do combate ao desperdício e da melhoria da execução orçamentária.

Entre as medidas previstas estão a revisão de contratos, terceirizações, locações, diárias, passagens e estruturas administrativas sobrepostas. O documento propõe a criação de um Comitê Central de Gestão e Governança, encarregado de estabelecer prioridades, acompanhar a execução física e financeira dos órgãos e identificar economias que possam ser destinadas às áreas consideradas prioritárias.

Outra iniciativa é o Escritório de Projetos Especiais, concebido para manter uma carteira de projetos com estudos técnicos, engenharia, licenciamento e documentação necessários à captação de recursos. A proposta busca evitar que oportunidades de financiamento sejam perdidas por falta de planejamento ou de capacidade de execução.

Para a administração pública, o principal indicador de sucesso dessa estratégia será a transformação das economias anunciadas em serviços e investimentos efetivamente entregues. A redução de despesas administrativas, por si só, não assegura melhores resultados: será necessário demonstrar que os recursos foram realocados de maneira eficiente e que produziram benefícios mensuráveis para a população.

Saúde: regionalização, redução das filas e atendimento mais próximo

A saúde ocupa posição central no plano. A proposta pretende enfrentar as filas de consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas, além de reduzir a dependência de Porto Velho para procedimentos que poderiam ser realizados em outras regiões do estado.

Uma das principais iniciativas é o programa S.O.S. Saúde, concebido como uma operação extraordinária de 180 dias para atender a demanda reprimida identificada após auditoria e unificação das filas. O projeto prevê ampliar a oferta por meio da capacidade disponível nas redes pública, filantrópica e privada, com metas de atendimento e divulgação dos resultados.

O plano também prevê a modernização da regulação estadual, com uma plataforma integrada para organizar consultas, exames e internações a partir de critérios clínicos, grau de risco e tempo de espera. A intenção é tornar o acesso mais transparente e reduzir distorções na distribuição das vagas.

A regionalização é outro componente essencial. O documento propõe fortalecer hospitais regionais, ampliar a oferta de especialidades e procedimentos, implantar ambulatórios médicos especializados em cidades-polo e criar polos de telessaúde. Também estão previstas unidades móveis, as chamadas Carretas da Saúde, para levar exames e atendimentos a localidades com maior dificuldade de acesso.

Na área de gestão, o programa pretende vincular parte do financiamento e dos contratos assistenciais a metas quantitativas e qualitativas, com indicadores de acesso, qualidade, segurança do paciente e eficiência. A medida busca aproximar o planejamento financeiro dos resultados clínicos e da experiência do usuário.

O desafio será transformar essas propostas em capacidade assistencial permanente. A redução das filas precisa ser acompanhada da manutenção de equipes, equipamentos, insumos e leitos, evitando que uma ação emergencial produza alívio temporário sem resolver as causas da demanda reprimida.

Educação e inovação: formação para o desenvolvimento

O segundo eixo reúne propostas voltadas à educação e à inovação, com a perspectiva de preparar estudantes para as transformações do mercado de trabalho e para as necessidades econômicas de Rondônia.

A orientação geral do plano é fortalecer a qualidade do ensino, ampliar oportunidades educacionais e aproximar a formação dos jovens das possibilidades de emprego, empreendedorismo e desenvolvimento tecnológico. Nesse contexto, a inovação é tratada como instrumento para modernizar os serviços e aumentar a capacidade produtiva do estado.

A efetividade dessa agenda dependerá de metas claras para aprendizagem, permanência escolar, formação profissional e redução das desigualdades entre regiões. Também será importante estabelecer mecanismos de cooperação com municípios, instituições de ensino e setores econômicos, de modo que a qualificação oferecida corresponda às necessidades reais da população e do mercado de trabalho.

Desenvolvimento social e cidadania: proteção e autonomia

O eixo de desenvolvimento social propõe combinar atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade com políticas de inclusão e geração de oportunidades. O plano destaca a proteção de mulheres, crianças, jovens, idosos e pessoas que necessitam de apoio do poder público.

A diretriz é articular proteção social, qualificação profissional e acesso ao trabalho, buscando ampliar a autonomia das famílias sem desconsiderar as necessidades de assistência. A integração entre políticas sociais, saúde, educação e segurança será importante para evitar a fragmentação dos atendimentos e melhorar a resposta a situações de vulnerabilidade.

Do ponto de vista da gestão, a execução exigirá coordenação entre as secretarias estaduais, os municípios e as redes de atendimento, além de indicadores capazes de medir não apenas o número de pessoas atendidas, mas também a continuidade dos serviços e os resultados alcançados.

Cultura, esporte e lazer: inclusão e qualidade de vida

O quarto eixo incorpora cultura, esporte e lazer à estratégia de desenvolvimento estadual. Essas políticas são apresentadas como instrumentos de inclusão social, valorização das identidades locais e ampliação das oportunidades de participação comunitária.

A agenda também pode contribuir para a ocupação qualificada dos espaços públicos, o desenvolvimento de atividades culturais e esportivas e a criação de oportunidades para jovens. Para alcançar esses objetivos, será necessário definir prioridades territoriais, fortalecer parcerias com as prefeituras e assegurar critérios transparentes para a distribuição de recursos e o acompanhamento dos projetos.

Segurança pública: combate ao crime e fortalecimento institucional

A segurança pública constitui um dos pilares políticos do programa. O plano prevê reforçar a capacidade operacional das forças estaduais, ampliar o uso de inteligência e tecnologia e intensificar o enfrentamento às organizações criminosas, com atenção às áreas urbanas, rurais e de fronteira.

Entre as medidas propostas estão a integração de dados das forças de segurança, o fortalecimento das polícias Militar, Civil e Penal, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Técnico-Científica, além da recomposição de efetivos, da melhoria de equipamentos e da capacitação profissional.

O documento também estabelece como prioridades o enfrentamento à violência contra a mulher, aos crimes contra crianças e adolescentes e às ocorrências no campo. A proposta inclui ações de inteligência prisional e medidas destinadas a interromper fluxos financeiros e logísticos do crime organizado.

Para além do reforço operacional, a gestão terá de articular prevenção, investigação, proteção às vítimas e cooperação com instituições de Justiça. A avaliação dos resultados deverá considerar indicadores de criminalidade, esclarecimento de delitos, tempo de resposta e proteção de grupos vulneráveis, sem limitar o desempenho à quantidade de operações realizadas.

Desenvolvimento econômico: liberdade para empreender e agregação de valor

O sexto eixo busca ampliar a competitividade da economia estadual, com ênfase na simplificação administrativa, na segurança jurídica e no estímulo à produção. O plano propõe reduzir entraves burocráticos, digitalizar serviços e criar condições para atrair investimentos, ampliar a atividade industrial e gerar empregos.

O agronegócio recebe atenção especial, em razão de sua importância para a economia de Rondônia. A proposta prevê modernizar os serviços de apoio ao produtor, fortalecer a assistência técnica e a extensão rural, ampliar o acesso à inovação e estimular o processamento da produção dentro do próprio estado.

A agricultura familiar também é tratada como componente estratégico, com perspectivas de integração a cooperativas, agroindústrias, crédito e novos mercados. O objetivo é aumentar a produtividade e ampliar a renda dos produtores, reduzindo a dependência da comercialização de matérias-primas sem processamento local.

O plano incorpora ainda a bioeconomia como oportunidade de conciliar atividade econômica, aproveitamento responsável dos recursos naturais e geração de renda. Para transformar essas diretrizes em resultados, será necessário ampliar o acesso a tecnologia, crédito, infraestrutura e assistência técnica, além de oferecer previsibilidade regulatória aos empreendedores.

A promessa de não elevar a carga tributária torna a eficiência fiscal ainda mais relevante para essa estratégia. O governo precisará demonstrar como financiará os investimentos previstos sem comprometer a manutenção dos serviços públicos e o equilíbrio das contas estaduais.

Infraestrutura e logística: conectar regiões e reduzir gargalos

O sétimo eixo coloca a infraestrutura no centro da estratégia de desenvolvimento. O programa propõe ampliar a pavimentação de rodovias estaduais, melhorar a conservação da malha existente e criar rotas alternativas para reduzir a dependência da BR-364, importante corredor de circulação de pessoas e escoamento da produção.

O projeto Rotas do Desenvolvimento é uma das principais iniciativas dessa agenda. A proposta prevê combinar recursos estaduais e emendas parlamentares para financiar obras estruturantes, com prioridade para corredores que integrem regiões produtivas e facilitem o transporte de mercadorias.

O plano estabelece como meta elevar de 26% para 45% a proporção de rodovias estaduais asfaltadas até 2030. Também prevê melhorar as condições de conservação dos trechos pavimentados, ampliar o planejamento de projetos rodoviários e estudar investimentos em infraestrutura portuária, aeroportuária e hidroviária, além de mecanismos para viabilizar projetos ferroviários.

A estratégia poderá reduzir custos logísticos e ampliar a integração regional, mas sua execução dependerá da qualidade dos projetos, da disponibilidade de recursos e da capacidade de contratação, fiscalização e manutenção das obras. Transparência sobre custos, cronogramas e resultados será decisiva para avaliar a efetividade dos investimentos.

Meio ambiente: conciliar produção e responsabilidade ambiental

O eixo ambiental procura articular desenvolvimento econômico, segurança jurídica e uso responsável dos recursos naturais. A proposta busca compatibilizar a atividade produtiva com a preservação ambiental, reconhecendo a importância de regras previsíveis para produtores, empreendedores e comunidades.

A modernização dos procedimentos de licenciamento e a melhoria dos instrumentos de gestão ambiental aparecem como caminhos para dar maior eficiência aos serviços públicos e reduzir incertezas regulatórias. Ao mesmo tempo, o desafio será assegurar que a simplificação administrativa não enfraqueça a fiscalização, a proteção dos ecossistemas e o cumprimento da legislação.

Em um estado inserido na Amazônia, a conciliação entre produção e conservação exige capacidade técnica, monitoramento, articulação institucional e transparência. O desempenho dessa política deverá ser medido tanto pela agilidade dos procedimentos quanto pela efetividade da proteção ambiental.

Desenvolvimento urbano e municipalismo: cooperação com as prefeituras

O nono eixo enfatiza a relação entre o governo estadual e os municípios. A proposta parte do reconhecimento de que muitos serviços e políticas dependem da cooperação entre diferentes níveis de governo, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura, saneamento e desenvolvimento urbano.

O fortalecimento do municipalismo pode ampliar a capacidade de planejamento local e facilitar a execução de projetos que ultrapassam os limites de uma única cidade. Para isso, serão importantes critérios claros para a transferência de recursos, assistência técnica às prefeituras e mecanismos de acompanhamento das obras e dos serviços financiados.

A agenda urbana também se relaciona ao enfrentamento das desigualdades territoriais, à melhoria dos espaços públicos e à ampliação da infraestrutura básica. O resultado dependerá da capacidade de estabelecer prioridades segundo as necessidades de cada região, evitando que a distribuição de investimentos fique condicionada exclusivamente à capacidade administrativa ou à articulação política dos municípios.

Gestão estratégica e valorização dos servidores

O décimo eixo reúne planejamento, finanças públicas, desenvolvimento econômico e valorização dos servidores estaduais. A proposta é modernizar os instrumentos de gestão, ampliar a transparência e tornar a administração mais orientada por metas e resultados.

A valorização dos profissionais do serviço público será um componente importante para sustentar as mudanças pretendidas. A melhoria dos processos administrativos depende não apenas de sistemas digitais e reorganização de estruturas, mas também de equipes qualificadas, condições adequadas de trabalho e continuidade institucional.

O plano indica uma direção de gestão baseada em planejamento, controle de despesas e monitoramento de resultados. Para consolidá-la, será necessário integrar os instrumentos orçamentários, as metas de cada secretaria e os indicadores de desempenho, além de divulgar periodicamente informações que permitam à sociedade acompanhar a execução das políticas públicas.

3. Os desafios de transformar o programa em resultados

A proposta de Marcos Rogério combina uma agenda de reorganização administrativa com investimentos em serviços essenciais e estímulos à atividade produtiva. A saúde regionalizada, a segurança pública, a infraestrutura logística e o equilíbrio fiscal formam o núcleo das prioridades apresentadas para o próximo mandato.

A experiência parlamentar do governador eleito poderá favorecer a interlocução com o Congresso Nacional e a busca de recursos federais. Entretanto, a passagem do Legislativo para o Executivo exige uma capacidade diferente de coordenação: será preciso transformar diretrizes em projetos executivos, organizar equipes, estabelecer contratos, administrar riscos e garantir que as ações avancem dentro dos limites orçamentários.

Três dimensões serão especialmente importantes para avaliar a execução do plano. A primeira é a capacidade fiscal, que envolve compatibilizar a promessa de não aumentar impostos com as despesas permanentes e os investimentos anunciados. A segunda é a capacidade administrativa, que depende da qualidade dos projetos, da coordenação entre secretarias e da articulação com os municípios. A terceira é a transparência, indispensável para que metas, prazos, gastos e resultados possam ser acompanhados pela sociedade.

Na saúde, por exemplo, o sucesso deverá ser medido pela redução efetiva do tempo de espera e pela ampliação do atendimento regional. Na infraestrutura, será necessário observar a entrega e a conservação das obras. Na segurança, os resultados deverão aparecer na proteção da população e na capacidade de investigação e prevenção. Na gestão fiscal, a economia de recursos precisará se traduzir em maior capacidade de investimento e melhores serviços.

O plano também prevê a divulgação de indicadores e o acompanhamento público de resultados em diferentes áreas. A implementação consistente desses instrumentos poderá contribuir para aproximar o planejamento governamental da prestação de contas, permitindo distinguir compromissos anunciados de entregas efetivamente realizadas.

Ao assumir o governo em 2027, Marcos Rogério terá a tarefa de converter sua trajetória política e a plataforma apresentada em uma agenda executiva capaz de responder às necessidades de um estado territorialmente extenso, economicamente dinâmico e marcado por desafios de integração regional. O alcance de seu projeto dependerá menos da quantidade de iniciativas anunciadas do que da capacidade de estabelecer prioridades, financiar as ações e assegurar sua execução.

A ideia central do programa — crescer, proteger e prosperar — sintetiza a tentativa de associar desenvolvimento econômico, melhoria dos serviços públicos e modernização administrativa. O teste decisivo será fazer com que essa combinação se traduza em resultados verificáveis para os cidadãos de Rondônia ao longo do mandato de 2027 a 2030.

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