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Isadora Modesto defende dados e evidências na gestão de pessoas
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Gestão de pessoas ganha papel estratégico na modernização dos estados

Dados, desenvolvimento de lideranças e valorização dos servidores são apontados como pilares para fortalecer a capacidade institucional e garantir a continuidade das políticas públicas.

A transformação digital e os avanços tecnológicos têm ocupado espaço crescente nas agendas governamentais. Mas, para especialistas em gestão pública, nenhuma mudança se sustenta sem um elemento fundamental: as pessoas. Em um contexto de renovação constante das demandas da sociedade e de transições frequentes nos ciclos políticos, estados de todo o país vêm reforçando uma percepção comum: fortalecer a gestão de pessoas é uma condição indispensável para garantir melhores serviços públicos e preservar avanços institucionais ao longo do tempo.

Nesse cenário, iniciativas voltadas à mensuração da maturidade institucional têm ganhado relevância ao oferecer diagnósticos capazes de orientar decisões, identificar gargalos e apoiar a construção de políticas mais efetivas para os servidores públicos. Especialistas destacam que dados e evidências são ferramentas fundamentais para transformar desafios em agendas concretas de melhoria.

É fundamental que a gente olhe para esses dados e evidências e entenda que eles trazem os recursos necessários para promover mudanças.

Isadora Modesto, diretora executiva do Instituto República.org

Além de apoiar o planejamento, os diagnósticos permitem acompanhar a evolução das políticas ao longo do tempo e comparar resultados entre diferentes estados, fortalecendo uma cultura de gestão baseada em evidências. Em períodos de mudança de governo, esse acompanhamento torna-se ainda mais importante, ajudando a preservar iniciativas bem-sucedidas e reduzir o risco de descontinuidade de políticas estratégicas.

Mais do que executar políticas públicas, os servidores são responsáveis por garantir a memória institucional do Estado. São eles que asseguram continuidade, acumulam conhecimento técnico e transformam diretrizes de governo em entregas concretas para a população. “Considerar os servidores públicos como peça-chave para que a mudança e a melhoria alcançadas sejam permanentes e perenes precisa estar nas nossas agendas durante o ano inteiro”, ressaltou Isadora Modesto.

Experiências estaduais também demonstram que investir em lideranças e atração de talentos pode gerar impactos positivos na capacidade de inovação do setor público. Em Minas Gerais, iniciativas como o Transforma Minas têm apostado na seleção técnica de profissionais e no desenvolvimento de lideranças capazes de conectar inovação, estratégia e interesse público. A proposta busca fortalecer a capacidade institucional e preparar as organizações para responder a desafios cada vez mais complexos.

Para Ana Maraíza de Souza, secretária de Administração de Pernambuco, o fortalecimento da gestão de pessoas também depende da cooperação entre os estados. “Nenhum estado vai resolver sozinho os desafios contemporâneos da gestão pública”, afirmou. A avaliação é compartilhada por gestores de diferentes regiões do país, que defendem o intercâmbio de experiências como ferramenta para acelerar aprendizados e fortalecer capacidades institucionais.

O debate reforça uma mensagem cada vez mais presente na administração pública: modernizar o Estado não significa apenas digitalizar processos ou incorporar novas tecnologias. Significa criar instituições capazes de aprender continuamente, desenvolver lideranças e valorizar os servidores que garantem a continuidade das políticas públicas. Em um cenário de rápidas transformações, investir em pessoas deixa de ser uma agenda acessória e passa a ser uma estratégia essencial para construir governos mais eficientes, resilientes e preparados para o futuro.

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