A busca por maior eficiência na aplicação dos recursos públicos vem ganhando espaço nas discussões sobre gestão pública e sustentabilidade fiscal. Mais do que reduzir despesas, o debate sobre qualidade do gasto público envolve a capacidade do Estado de utilizar recursos de forma estratégica, eficiente e orientada a resultados concretos para a população.
Em um cenário de aumento das demandas sociais e necessidade de modernização administrativa, governos têm ampliado o uso de mecanismos de avaliação, monitoramento e análise de impacto para fortalecer políticas públicas e aprimorar a tomada de decisão. Nesse contexto, especialistas defendem que a eficiência do gasto público depende não apenas de controle fiscal, mas também da capacidade de avaliar resultados, corrigir distorções e direcionar investimentos para ações com maior impacto social.
A lógica da qualidade do gasto público busca justamente aproximar planejamento, execução e avaliação, permitindo que políticas públicas sejam continuamente acompanhadas e aperfeiçoadas ao longo de sua implementação. Além de ampliar a efetividade das ações governamentais, o monitoramento de resultados contribui para fortalecer transparência, responsabilidade fiscal e confiança da população nas instituições públicas.
Sustentabilidade fiscal e responsabilidade social não são objetivos opostos: uma gestão orientada por resultados amplia a capacidade do Estado de investir melhor, reduzir desperdícios e fortalecer políticas públicas mais eficientes e conectadas às necessidades reais da sociedade.
Painel II — Qualidade do Gasto Público, XV Consad
No XV Consad
O tema foi discutido no Painel II — Qualidade do Gasto Público, que reuniu Gabriela Lacerda, coordenadora do Observatório da Qualidade do Gasto Público (Insper); Manuela Martinez, diretora de Qualidade da Secretaria da Fazenda da Bahia; Sadia Afolabi e Rose Hofmann, do Banco Mundial; com mediação do secretário de Estado de Gestão e Recursos Humanos do Espírito Santo, Marcelo Calmon.

